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O consulado americano

Posted by Felipe F. on 00:04 in

Emprego na mão, o próximo passo era tirar o visto.

Ao contrário da feira de contratação que fizeram tudo pra nos acalmar, dessa vez a ordem da agência de intercâmbio era aterrorizar. Poderiamos esperar de tudo do processo de seleção de visto desde siglas misteriosas anotadas nos nossos documentos até interrogatórios impiedosos dos cônsus americanos.

Cinco e meia da manhã partimos de Juiz de Fora em direção ao rio. Demos sorte, ja que a agência de juiz de fora costuma ter que tirar os vistos em São Paulo que é bemmm mais longe daqui. Por volta de nove horas abarcamos na cidade maravilhosa, o motorista parou do nada, num lugar misterioso, e começou a gritar pra todo mundo descer da van e deixar tudo, isso sem nenhum aviso prévio. Ainda meio sonolento eu saí e não entendí direito que aquilo era uma estratégia bizarra pra despistar possíveis assaltantes.

Nos dirigimos até a a agência do banco citibank mais próxima, e esperamos ela abrir do lado de fora tentando desviar dos pingos de dejeto de ar condicionado que espirravam cinelândia a fora. Isso assistindo um mendigo andar pelado e conversar com ele mesmo do outro lado da rua (sim, isto é verídico!)

As dez entamos no banco e conseguimos pagar sem muita dificuldade, o banco era agradável e possuía uns sofás e uma maquina de capuccino expresso liberada e de graça. Pelo menos era o que todos achavam, até a moça do banco vir gentilmente nos tocar dalí.

Saímos e fomos pra fila do lado de fora do consulado que era imensa, mas que na verdade nao tinha muito sentido, já que iam convocando pessoas por horario marcado pra adentrar e não por ordem na fila.

Ainda nessa fila passavam funcionarios conferindo documentos indispensaveis e grampeando, logo depois passava outro peruntando os horarios e convocando pra entrada. Na entrada outra funcionária (dessa vez já com cara de americana) conferia de novo os documentos e fazia a primeira anotação com sigla misteriosa.

Antes de entrar passavamos por uma revistaparecida com as de aeroporto e passavamos a uma nova sala de espera. Um video instucional passava na tela:

deveriamos:
1- entregar os documentos e pegar uma senha
2- esperar a senha se chamado e tirar as digitais
3- fazer a entrevista
4- pagar uma nova taxa caso fossemos aprovados
5- nos dirigir ao guichê de envio dos passaportes pra pagar uma outra taxa e anotar o endereço no envelope.

Demorou muito pouco (surpreendendo todas as expectativas) pra chamaem minha senha. Tirei as digitais e logo fui informado que existiam duas filas pra entrevista do consulado, uma de pessoas normais e outra do pessoal do work experience que tinha inclusive a opção de pagar a taxa de aprovação ANTES de fazer entrevista.

E assim fiz, paguei e me dirigí até os guichês. Mais relaxado mais ainda torcendo pra não pegar nenhum americano mal encarado que cismasse com a minha cara. Deu certo. Ao me dirigir ao guichê da entrevista a americana me cumprimentou sorrindo e dizendo "oi!" (insira aqui sutaque gringo") me peruntou em português que curso fazia na faculdade e em ingês que matéria eu mais gostava e se eu já sabia pra onde ia, me perguntou se eu já tinha pagado a taxa pós-entrevista e me desejou boa sorte.

Foi isso, Menos de 5 minutos e nem de perto tão aterrorizante como costumavam pregar. Esperamos os outros, comemos alguma coisa, e saimos pra achar a van escondida perto dalí. Não eram cinco horas e eu já estava de volta a juiz de fora. Cansado, mas feliz. Passaporte carimbado agora falta pouco. A contagem regressiva continua...

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